domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aprendi com a teoria da complexidade

Lembro de um caso descrito por Oliver Sacks de uma mulher que via as pessoas em fragmentos, nós não percebemos, mas nosso cérebro integra todos os estímulos do ambiente para termos uma imagem integrada das coisas ("os normais")não vêem só a ação ou só a fisionomia ou só a vestimenta, mas sim tudo integrado, coordenado, coerente.
Por outro lado somos seres humanos de antíteses, temos a mania de taxarmos as pessoas, ou elas são boas ou más, burras ou inteligentes, feias ou bonitas. parece que a nossa função cognitiva "integradora" ainda não alcançou a maioria das futilidades humanas, lembro que depois de ler a teoria da complexidade de Morin, entendi que podemos integrar conceitos, principalmente como profissionais, quando vemos uma pessoa doente ou com um funcionamento não saudável, devemos perceber que há alguém além da doença, um pai de família, um trabalhador, um estudante, ou seja, um todo. Ás vezes precisamos ver além do que está na nossa frente, entender que um bandido não é só um bandido, que um gari não é só aquilo, assim como uma prostituta e uma dançarina de funk são mais do que a sociedade pensa ou rotula.
Assim poderíamos resolver ou amenizar muitas futilidades e desconstruir muitos preconceitos... e sinceramente precisamos cada vez mais disso!

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