terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O que me espera, o que eu espero ou melhor o que esperam de mim?

Na verdade nunca parei para pensar no que os outros esperavam de mim, pode parecer muito egoísta à primeira vista, mas é isso que mantêm centrada, relaxada e fria. Eu sempre me voltei para o que eu esperava de mim e o que espero, pois o meu pressuposto é: "ser a melhor e apaixonada por aquilo que faço" nada mais que isso, o resto é consequência. Paixão é o meu segredo, meu pai sempre me disse que quem luta vence, então sei que morrerei como uma guerreira.
Também não vou dizer que sempre mandei um dane-se pra opinião das pessoas, sinceramente pra mim quem diz isso é um hipócrita, até o mais rebelde dos seres humanos age de acordo com o que se espera de sua conduta, nem que seja pra conseguir a repulsão ou aceitação das pessoas.
Mas hoje eu percebi o quanto as pessoas esperam de mim, e parece que isso também está começando a me inspirar, meu pai espera muito de mim, eu adoro quando ele diz que eu sou diferente e realmente sinto que sou, uma vez na minha faculdade eu ouvi de uma sábia professora, que ela não aceitava que a gente fizesse menos do que a geração dela fez e nem que a gente brigue menos que a geração dela, e são nesses momentos que eu sinto que tenho uma responsabilidade.
Eu sei que isso vai me resultar em mais cobrança, se bem que eu nunca tive medo dela, eu sempre me cobrei muito, assim como eu sempre cumpri todas as minhas promessas, com uma esperança quase cega, uma paixão quase infinita e com os olhos de fúria.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aprendi com a teoria da complexidade

Lembro de um caso descrito por Oliver Sacks de uma mulher que via as pessoas em fragmentos, nós não percebemos, mas nosso cérebro integra todos os estímulos do ambiente para termos uma imagem integrada das coisas ("os normais")não vêem só a ação ou só a fisionomia ou só a vestimenta, mas sim tudo integrado, coordenado, coerente.
Por outro lado somos seres humanos de antíteses, temos a mania de taxarmos as pessoas, ou elas são boas ou más, burras ou inteligentes, feias ou bonitas. parece que a nossa função cognitiva "integradora" ainda não alcançou a maioria das futilidades humanas, lembro que depois de ler a teoria da complexidade de Morin, entendi que podemos integrar conceitos, principalmente como profissionais, quando vemos uma pessoa doente ou com um funcionamento não saudável, devemos perceber que há alguém além da doença, um pai de família, um trabalhador, um estudante, ou seja, um todo. Ás vezes precisamos ver além do que está na nossa frente, entender que um bandido não é só um bandido, que um gari não é só aquilo, assim como uma prostituta e uma dançarina de funk são mais do que a sociedade pensa ou rotula.
Assim poderíamos resolver ou amenizar muitas futilidades e desconstruir muitos preconceitos... e sinceramente precisamos cada vez mais disso!