terça-feira, 16 de agosto de 2011

Só pra desabafar

Lembra quando você promete q nunca vai deixar algo ou alguém e sem querer você deixa?É isso aconteceu comigo muitas vezes, prometi q nunca ia parar de brincar de bonecas (você pode achar estupidez, mas eu adoro bonecas, pena q perdi as minhas).E sem querer enjoei dos livros, nunca pensei q iria dizer isso algum dia, mas percebi q a maioria dos livros não podem me dar o q eu realmente preciso (e nem me perguntem o que é) enjoei sim, mas não parei d ler, não consigo, o que me fascina neles é a sua intensidade.
A intensidade do pessimismo de Schopenhauer, a paixão de Shakespeare, o realismo e sinceridade d Machado de Assis, a entrega de Casimiro de Abreu ( q tem uma das minhas poesias preferidas " A Valsa") eles são vivos, puros. Se tem uma coisa q eu admiro é a intensidade e a argumentação, a intensidade te faz sentir vivo, ter sangue nas veias, rir sem vergonha e chorar sem medo e a argumentação é o q move o mundo, nos dá ideias novas e nos faz defendê-las com unhas e dentes.
Mas acredito q a mistura perfeita é a intensidade e o conflito, nós ñ somos unidades e sim indivíduo segundo Piaget e Vygotsky, o índivíduo pressupõe o conflito, mas na unidade ñ há espaço para isso. Conflito e intensidade juntos é a mistura perfeita da vida, e isso se mostra qdo vc acaba d brigar com alguém e logo depois dá um beijo, qdo vc bate dá carinho, qdo vc quebra um vaso por raiva e ri depois por ter extravasado, é reclamar qdo chove e depois ir tomar um banho de chuva, é reclamar qdo todos brigam com vc e perceber q vc consegue se apoiar mesmo qdo todos estão contra vc, é odiar uma caminhada e ao mesmo tempo perceber q o lugar por onde vc caminha é belo, resumindo... é ser conflitante (palavra q me descreve como nenhuma outra)
Mas é incrível como o mundo se dobra diante da determinação, li em uma revista q as pessoas adoram qdo se prova q querer é poder (mas será q é mesmo? acredito q, pra umas servem e pra outras não) O q é q me deixa mais determinada nessa vida, é depois de ter perdido um jogo, chegar chorando no meu quarto, abrir meu guarda roupa e ver todas as minhas medalhas lá, nessas horas eu digo pra mim mesma: "tás vendo como tudo valeu a pena!?" e isso me dá fprças pra entrar na quadra (tanto na de vôlei, qto na da vida) e continuar a jogar. Ñ quero deixar nem uma mensagem d auto ajuda ou coisa parecida, só precisava desabafar mesmo. Boa noite

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Coisas q Aprendi

Esse período foi muito estranho pra mim, mas me ensinou muito
  1. Deixe fluir: A primeira coisa q aprendi, ñ dá pra definir tátias, ou construir estratégias se depois vc acaba falhando consigo e com os outros, nunca planeje antes, mas sempre durante, sempre com calma, paciência e esperança de melhora.
  2. Não se deixe assustar facilmente
  3. Sempre dá pra correr atrás, nada está perdido
  4. Não quebre suas promessas
  5. pessoas mudam, relacionamentos também
  6. Não sou tão forte qto eu pensava e não fico mais com raiva por admitir isso
  7. só escrevo qdo estou muito triste ou muito feliz
  8. Não deixe ninguém abalar a sua confiança
  9. Sou pós moderna, sei quais são os meus problemas, discuto sobre eles, mas ñ os resolvo
  10. Tenho dois mundos o ideal e o real, ñ misturo os dois e é difícil conviver com eles

domingo, 26 de junho de 2011

Falta do meu eu passado

Sinto falta do meu eu passado,
Aquela que ñ sofria por nada, indiferente a tudo e a todos
Aquela q viajava nos livros sem se importar com quem estava ao seu redor
Aquela q sofria calada, e segurava suas barras sozinha, sem precisar de nada e nem de ninguém
Aquela q só vivia pro vôlei e p/ os estudos, e ñ se importava nem um pouco com q os outros penssassem sobre isso.
É... eu era feliz assim.
Ñ sei descrever o meu eu de hj, ainda conservo um pouco disso.
Mas ñ consigo enfiar a cara nos livros, ou ser indiferente com as pessoas q se importam com isso.
Eu passei a me importar e infelizmente me importo.
e sofro por me importar.
Quero parar de chorar qdo perco um jogo, qdo assisto a um filme estúpido ou qdo vejo alguém sofrendo.
Quero esquecer do mundo qdo leio, esquecer as minhas boas lembranças com as pessoas e lembrar o qto já me feriram.
Acho q é disso q eu preciso, lembrar o qto as pessoas são letais, o qto ferem
Na verdade elas ñ ferem e sim torturam
Torturam sem saber e sem se importar...
Se eu quiser atingir meus objetivos, tenho q esquecer de tudo e de todos, ñ posso deixar nenhum resquício de sentimento ficar á minha frente, me deixando amolecer ou fraquejar.
Pq sempre as pessoas ferem, ferem demais.
Mas cada vez q fico indiferente, confesso q meu coração dói demais.
Mas pelo menos q ele está protegido!
Quero meu eu passado...

domingo, 5 de junho de 2011

Amar é masoquismo

Amor é masoquismo e é nesse masoquismo que não me deleito, me esbanjo ou me seduzo.
Não nasci com a capacidade de abrir mão do meu eu pelo o outro, talvez o problema não seja nem o meu eu e sim a minha incapacidade de asimilar o outro.
Me orgulho de nunca ter sentido borboletas no estômago, pernas trêmulas, enfim... Aqueles típicos sinais de paixonite.
E se pensas que isso não acontece, por que nunca me apaixonei, sinto em refutar essa possível tese, já me apaixonei e esqueci tantas vezes que, hoje em dia, acabo fazendo isso automaticamente.
Sinceramente acho bonito o sentimento, mas ele não foi feito pra mim, o amor pode até ter sido feito pra todos, mas não estou disposta a assumir seu risco, pois de riscos, já basta minha vida sem ele.
Gosto do conforto que a falta dele me proporciona, choro com um coração partido, alegro-me com reconciliações, e só isso, não me permito participar desse jogo incerto, pois nos jogos eu entro pra ganhar, mas se sei que os riscos são maiores que os benefícios, então prefiro me abster desse jogo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Mal estar da civilização

Freud divide opiniões, uns dizem que ele foi um cara genial, outros dizem que ele não passou de um velho tarado, talvez ele possa até ser um velho tarado, mas pelo menos é um tarado excepcional, engenhoso e muito inteligente. Atire a primeira pedra quem não vê descrito em qualquer uma das ideias ou teorias de Freud (se existir esse alguém por favor entre em contato comigo, e eu farei questão de analisar o seu caso). Freud provoca incômodo até na pessoa mais equilibrada do mundo , pois cutuca nossos egos, crenças e convicções, trazendo à tona até os desejos mais obscuros do nosso ser.
No livro "O mal estar da civilização" Freud parte do seguinte pressuposto: Somos movidos pelo prazer, entretanto o Universo conspira para que não consigamos alcançá-lo. Essa busca pode ser comparada com a relação que temos com a nossa própria sombra, nós sempre a teremos ao nosso lado, mas nunca a tocaremos, só nos limitamos a vê-la, e isso quando houver a presença de luz para que ela se projete.
O sofrimento nos ameaça a partir de três direções, primeira: o nosso próprio corpo, condenado a decadência e ao envelhecimento, segunda: a natureza, a qualquer momento pode nos destruir e por último: os nossos relacionamentos interpessoais, sendo este último, para mim, o pior e o mais doloroso tipo de sofrimento (não explicarei o porquê prefiro que você leitor(a) deduza-o, se não quiser siga em frente)
Mas com tanto sofrimento ao nosso redor eu lhe faço a seguinte pergunta: Seria melhor evitar o sofrimento ou perseguir eternamente a felicidade? E se você leitor pensa que correndo atrás da felicidade se está evitando o sofrimento, você está muito enganado, na verdade ocorre o processo contrário, quando se vai atrás da felicidade, seja ela qual for, acaba-se fazendo um pacto eterno com o sofrimento( pessimista não? mas aceite, é a vida). Mas é óbvio que não existe só sofrimento, pois quando surge uma faísca de felicidade, ela é tão intensa que todo sofrimento acaba valendo a pena.
E quando opta-se por evitar o sofrimento (meu caso) coloca-se o prazer em segundo plano, (mas isso de forma nenhuma quer dizer que não o buscamos) na verdade abdicamos parte da nossa felicidade em troca de proteção contra o sofrimento, logo não sofremos por que não nos arriscamos e não somos plenamente felizes pois não aprendemos a brigar por ela, ficando assim nas mãos do acaso. O sofrimento pode ser diminuído ou retardado de três formas: através das drogas, pelos nossos delírios e a aniquilação dos nosso instintos.
Acredito que a primeira eu nem preciso explicar, a segunda seria um deslocamento dos nosso instintos, por exemplo, as anoréxicas (elas param de comer, ou seja, suprimem um instinto, em nome da magreza) as freiras e os padres (os que não são pedófilos, por mais difícil que pareça, eles existem) os atletas (que enfrenta o cansaço, a sede, chegando ao limite do desgaste físico em nome do corpo perfeito e do melhor condicionamento atlético) e outros casos.
E por fim o modo de evitar o sofrimento mais conhecido por mim (Por mais que eu também seja craque também em aniquilar os meus instintos) são os delírios, na verdade a palavra delírio pelo menos nesse texto, tem como sentido: criação de um mundo próprio, imaginário, fuga da realidade e o isolamento em si mesmo, essa criação desse mundo próprio é um dos princípios da loucura, a pessoa cria a sua realidade totalmente desconexa do mundo real e tenta estendê-la aos outros, sendo que o outro não partilha dessa realidade aí temos um conflito de idéias (prometo dar mais detalhe sobre esse assunto no próximo post).
Freud considera a religião como principal exemplo de delírio, mas ela é peculiar pelo fato de: milhões de pessoas compartilharem dessa loucura, logo quem compartilha desse delírio não consegue enxergá-lo como tal. Alguns livros também são considerados como delírios, pois você se refugia em um mundo totalmente distante do seu e dependendo da frequência com que faz isso, você pode acabar se prendendo a este doce delírio, mas pelo menos esse mundo como na religião também é seu e do autor do livro e de mais outros milhões de pessoas (dependendo do livro, é claro!).
Essa é a nossa sina, o mal estar da civilização no fim é a própria civilização, essa brincadeira que ela nos prega, acaba nos forçando viver renunciando a felicidade em troca do mínimo sofrimento possível, ou caso contrário nos acostumar-mos ao sofrimento quase que constante com algumas altas e delirantes doses de felicidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aniquilando os instintos

Freud já dizia que nós podemos aniquilar os nossos instintos

Pois ele tava certo, eu aniquilei alguns meus

Nunca me permiti sentir muitas coisas

Inveja, raiva, culpa, amor ou saudade

Não sei o porquê e nem pra quê (sei que minto pra mim mesma ao falar isso)

Mas sinceramente os motivos, neste momento, são o que menos interessam.

Sempre aprendi pelas experiências dos outros

O que relativamente é mais fácil, pois consigo tirar lições de coisas que eu não sofri e muito menos vivi.

(esse é o problema “eu nunca vivi”)

E isso depois de um tempo, faz uma enorme diferença.

O meu único conselho pra mim mesma é: _ Vai estúpida, corre atrás do que queres!

Mas esse é o problema “o que eu quero? isso vale a pena?”

E concluo: Não, não vale a pena me arriscar.

E enquanto isso vou aniquilando os meus instintos

Sacrifico um pouco de felicidade, para obter o menor sofrimento possível

E desse confronto de mim comigo mesma, só o que me sobra é a indiferença.

Indiferença

Minha tendencia é essa, voltar a ser aquela pessoa, indiferente, distante, talvez seja melhor assim, voltar ao meu antigo eu. Por mais que eu abra mão de mta coisa, pelo menos sofro menos. Sei que sofrer faz parte da vida, mas se eu puder evitá-lo eu o farei, pois sou frágil demais a sofrimentos, e principalmente a abandonos, então tenho que ser fria, por mais que isso soe egoísta (e é egoísta) é o melhor pra mim.

Desabafos (saudade )

Eu sei q ñ sou uma santa, e nem uma boa filha, mas sinto falta daquela pessoa que me colocava na linha, cuidava de mim e me protegia. Me sinto perdida, sinto falta dele (ñ interessa o nome) mas eu sinceramente ñ queria sentir, por mais q eu saiba o que nos separou, eu ainda ñ sei o q nos une (além dos laços sanguíneos, mas pra mim isso ñ é o suficiente). Sempre me virei sozinha, sempre fui independente, talvez tenha me tornado assim pra compensar a falta que ele me faz, ou pra mostrar a todos (principalmente ele) que eu ñ preciso de ninguém, mas hj percebi q sinto sua falta, embora eu ñ queira assumir isso, e luto contra esse vazio q tenho no peito, e enquanto travo esta batalha com este amargo sentimento, os dias passam e a distância aumenta cada vez mais.

domingo, 6 de março de 2011

Jogando a poeira no ventilador I: ProUni


Se há uma instituição humana que merece meus sinceros parabéns é o estado, nem o casamento que é uma outra instituição hipócrita chega aos seus pés.
Estou começando a postar sobre os programas do governo que ajudam a manter o sistema com a desculpa de "beneficiar a população", o meu alvo de hoje é o ProUni.
Mas não serei hipócrita, sei que muitas pessoas (até quem não precisa) são beneficiadas pelo ProUni, mas o caso curioso dele é que o dinheiro que o governo investe em UMA bolsa do desse programa, daria pra abrir mais TRÊS VAGAS para vestibulandos nas universidades públicas.
É óbvio que não é interessante investir nas Universidades Públicas, isso seria sucatear o sistema privado e começar a derrocada do capitalismo, então o governo faz isso, arruma "meios de desviar verba do público para o privado."
Eu ñ sou contra o capitalismo, sem dúvida esse sistema foi o que mais "se ajustou" as necessidades da minoria humana e como eu ainda estou nessa minoria não posso reclamar, mas o q me p. da vida são os mecanismos sujos que o mantêm. E a cada momento que descubro essa podridão, me sinto lesada, pior ainda, é depois lembrar que o resto da população continua sendo lesada como eu, enquanto todos os anos a maioria dos estudantes de todo o país enfrentam um ano infernal, para compor a parcela dos 10% de discentes de uma Universidade pública.

Mas é assim, para existir dominadores precisamos de dominados, termino este post com um trecho da música do Cazuza "Dias sim, Dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão, da caridade de quem me detesta."

sábado, 5 de março de 2011

Partes interessantes do livro " A cura de Schopenhauer"

" Trabalho, preocupação, cansaço, problemas é o q enfrentamos quase a vida inteira. Mas se todos os desejos fossem satisfeitos de imediato, com o que as pessoas se ocupariam e como passariam o tempo? Suponhamos que a raça humana fosse transferida para utopia, lugar onde tudo cresce sem precisar ser plantado e os pombos voam assados ao ponto, onde todo homem encontra sua amada na hora e ñ tem dificuldade em continuar com ela: as pessoas então morreriam de tédio, se enforcariam, se estrangulariam ou se matariam e assim sofreriam mais do que já sofrem por natureza" (alguém tem dúvida disso? eu pessoalmente ñ tenho)
" Em primeiro lugar, o homem nunca é feliz, porém passa a vida lutando por algo, pensando que vai fazê-lo feliz, não consegue, e quando consegue, se desaponta: é um náufrago e chega ao ponto sem mastros e sem cordames. Portanto ñ se trata de ser feliz ou infeliz, pois a vida não é senão o momento presente, que está sempre sumindo e, finalmente
, se acaba."

Uma verdadeira comédia crítica

A mulher que morreu de topada
(Tragédia em um ato)
Luis Fernando Verissimo
O velório da Dona Saúde. Ela está estendida sobre uma mesa, que faz a vez de caixão. A única outra peça de cenário é um banco de praça, ou cadeiras imitando um banco de praça. O marido da Dona Saúde está ao lado do “caixão”. Chega uma mulher e abraça o marido
1ª Mulher: - Que desgraça. Que tristeza. Pobre da dona Saúde.
Marido: - E pobre de mim, que fico sem Saúde.
A 1ª mulher vai espiar a morta. Entra outra mulher e também abraça o marido.
2ª Mulher: - Que tragédia. Que pena. A Saúde, quem diria...
Marido: – Pois é. O que fazer? Foi uma fatalidade.
A 2ª mulher vai espiar a morta. Entra um homem e também abraça o marido.
1° Homem: - Meus pêsames. Que choque. Perder a Saúde assim...
Marido: - Obrigado. Eu sei. Preciso me consolar.
O 1º homem vai espiar a morta. Entra outro homem e também abraça o marido, antes de ir espiar a morta.
2° Homem: - Meus sentimentos. Que horror. E logo a Saúde, que parecia tão...saudável.
Marido: - Nem tanto, nem tanto. Há anos ela não vinha bem. E culminou com a topada.
1ª Mulher: - Ela morreu de topada?!
Marido: - Bem, a topada foi só o começo. Ela morreu por falta de atendimento médico.
1ª Mulher: - Hmmm...
2ª Mulher: - A velha história...
1° Homem: - Ó Brasil, ó Brasil...
2º Homem: - Mas conte como foi.
Marido: - Bem, foi assim. Nós estávamos passeando na pracinha e...(ELE OLHA EM VOLTA, PROCURANDO ALGUMA MANEIRA DE RECRIAR A CENA, E ACABA DIRIGINDO-SE À MORTA) Meu bem, levanta um pouquinho e me ajude a mostrar como foi.
A morta se levanta e eles simulam uma caminhada na pracinha, de braços dados. De repente ela dá uma topada numa pedra invisível.
Saúde: - Ui. Ai.
Marido: - É “ui” ou “ai”?
Saúde: - Qual é a diferença? Doeu.
Marido: - “Ai” é mais que “ui”. É dor de “ai” ou dor de “ui”?
Saúde: - De “ai”, de “ai”. Acho que quebrei o dedinho.
Marido: - Isso só um profissional pode dizer. Sente aqui no banco que eu vou chamar um...
Um homem está passando pelo local (pode ser um dos homens já em cena, fazendo outro papel)
3º Homem: - Precisam de ajuda? Eu posso dizer se o dedinho quebrou ou não.
Marido: - Você é um profissional?.
3º Homem: - Sou, de educação física.
Marido: - Afaste-se da minha mulher.
3º Homem: - Mas eu conheço o corpo humano. Posso...
Marido: - Não ponha um dedo nesse dedinho. Ela precisa de um médico.
Enquanto eles falam a Saúde se contorce no banco para examinar seu dedinho do pé e sente outra dor.
Saúde: - Ai. Ui!
Marido: - É “ai” ou é “ui”?
Saúde: - É “ai”. Acho que destronquei alguma coisa aqui atrás. Ai. Ai!
Marido: - Fique calma. Eu vou buscar ajuda.
Uma mulher está passando pelo local e se oferece
3ª Mulher: - Eu posso ajudar. Sou treinada para ajudar pessoas com...
Marido: - Suas credenciais, por favor. Registro médico.
3ª Mulher: - Não tenho. Faço terapia ocupacional.
Marido: - Afaste-se da minha mulher. Não toque em nada.
3ª Mulher: - Mas...
Marido: - Em nada, ou eu processo você por charlatanismo.
No banco, toda torta, a Saúde começa a chorar
Marido: - O que é isso, agora?
Saúde: - É choro. Eu estou nervosa.
Marido: - Você precisa de atendimento psiquiátrico.
4º homem está passando e se oferece.
4º Homem: - Pode deixar comigo. Eu vou acalmá-la
Marido: - Credenciais
4º Homem: - Como, credenciais? Eu sou psicólogo. Posso ajudar.
Marido: - Não chegue perto da cabeça da minha mulher! (LEVANTANDO A MULHER POR UM BRAÇO) Venha, querida. Vamos para um hospital. Você precisa de atendimento profissional. Esta pracinha está cheia de amadores. Uma ameaça à saúde pública.
Mas a Saúde, com o dedinho machucado e toda torta, não consegue dar dois passos e cai.
Saúde: - Ui, ui, ui. Ai ai, ai.
Marido: - É “ui, ui, ui” ou é “ai, ai, ai”?
Saúde: - É ai, ai, ai, ai, ai! Acho que quebrei outra coisa.
4ª mulher está passando e se oferece.
4ª Mulher: - Deixe-me ajudar.
Marido: - Registro médico.
4ª Mulher: - Eu sou fisioterapeuta. Posso...
Marido: - Pode nada. Não toque na minha mulher. Não chegue perto de um osso. (NOTA QUE A SAÚDE ESTÁ QUIETA) Saúde. Saúde! O que está havendo com você?
Saúde (mal podendo produzir o som): - Iamm...Iomm...
Marido: - É “iam” ou é “iom?
Saúde (Desfalecendo): - Brrrm...
Marido: - “Brrrm” em que sentido?
Entrou a 5ª mulher, que esteve assistindo esta cena.
5ª Mulher: - Ela perdeu os sentidos. Pode ser o coração.
Marido: - Como você sabe? Você é médica?
5ª Mulher: - Não, sou enfermeira, e sei o que fazer nestes casos.
Marido: - Não se aproxime da minha mulher. Ninguém se aproxime. Vou levá-la para um hospital.
Entrou 5º homem.
5º Homem: - Eu ajudo. Podemos levá-la no meu carro.
Marido: - Você está dirigindo uma ambulância?
5º Homem: - Ambulância? Não. Estou dirigindo o meu carro. Está estacionado ali e...
Marido: - Carteira de motorista.
Todos (em Uníssono): - O que?!
Dona Saúde levanta-se do chão e caminha, resignadamente, para o “caixão”, onde deita-se de novo. Todos cercam o caixão.
Marido: - E foi assim que a Saúde morreu de uma simples topada, e falta de atendimento médico. Coitadinha da Saúde.
Todos (em Uníssono): – Coitadinha...
1ª Mulher: – Ó Brasil, ó Brasil...

Ato médico: Eles têm seus direitos, mas sem passar por cima dos nossos

A medicina é uma das profissões mais antigas do mundo, mas infelizmente eles ainda não têm, como as outras profissões, uma legislação que estipule os seus direitos e deveres como profissionais da saúde. O ato médico veio pra resolver esse problema, ele será a legislação que os profissionais de medicina terão como base para exercerem a sua profissão.
A grande polêmica desse ato é que ele é considerado abusivo pelas outras áreas da saúde. Não há dúvidas de que essa profissão precise ser regulamentada, mas os artigos desse ato além de dar muitos privilégios ele também dobra as responsabilidades destes profissionais, assim tirando o espaço que cabe as outras áreas da saúde.
Um dos artigos do ato médico estipula que cabe exclusivamente ao médico a escolha do profissional que o paciente será encaminhado e o tratamento que deverá ser direcionado a este paciente, entretanto o médico teria que passar o resto de sua vida estudando para poder adquirir competência para fazer isto.
O 3° artigo do ato direciona para as atividades de direção, coordenação, chefia, perícia entre outros cargos, eles só podem ser ocupados única e exclusivamente pelo MÉDICO (acredito que esse absurdo dispensa comentários). As outras profissões da área da saúde só poderão atender alguém se este paciente estiver com o encaminhamenteo médico, caso contrário será considerado um crime.
Eu não sou contra o ato médico, mas acredito que ele deve ter o papel de promover a união entre os profissionais de saúde, pois o nosso objetivo é promover o bem estar físico e mental da sociedade, não há profissão melhor que as outras, pois todas juntas se complementam definindo assim o significado das palavras saúde, bem estar e qualidade de vida.