terça-feira, 16 de agosto de 2011
Só pra desabafar
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Coisas q Aprendi
- Deixe fluir: A primeira coisa q aprendi, ñ dá pra definir tátias, ou construir estratégias se depois vc acaba falhando consigo e com os outros, nunca planeje antes, mas sempre durante, sempre com calma, paciência e esperança de melhora.
- Não se deixe assustar facilmente
- Sempre dá pra correr atrás, nada está perdido
- Não quebre suas promessas
- pessoas mudam, relacionamentos também
- Não sou tão forte qto eu pensava e não fico mais com raiva por admitir isso
- só escrevo qdo estou muito triste ou muito feliz
- Não deixe ninguém abalar a sua confiança
- Sou pós moderna, sei quais são os meus problemas, discuto sobre eles, mas ñ os resolvo
- Tenho dois mundos o ideal e o real, ñ misturo os dois e é difícil conviver com eles
domingo, 26 de junho de 2011
Falta do meu eu passado
Aquela que ñ sofria por nada, indiferente a tudo e a todos
Aquela q viajava nos livros sem se importar com quem estava ao seu redor
Aquela q sofria calada, e segurava suas barras sozinha, sem precisar de nada e nem de ninguém
Aquela q só vivia pro vôlei e p/ os estudos, e ñ se importava nem um pouco com q os outros penssassem sobre isso.
É... eu era feliz assim.
Ñ sei descrever o meu eu de hj, ainda conservo um pouco disso.
Mas ñ consigo enfiar a cara nos livros, ou ser indiferente com as pessoas q se importam com isso.
Eu passei a me importar e infelizmente me importo.
e sofro por me importar.
Quero parar de chorar qdo perco um jogo, qdo assisto a um filme estúpido ou qdo vejo alguém sofrendo.
Quero esquecer do mundo qdo leio, esquecer as minhas boas lembranças com as pessoas e lembrar o qto já me feriram.
Acho q é disso q eu preciso, lembrar o qto as pessoas são letais, o qto ferem
Na verdade elas ñ ferem e sim torturam
Torturam sem saber e sem se importar...
Se eu quiser atingir meus objetivos, tenho q esquecer de tudo e de todos, ñ posso deixar nenhum resquício de sentimento ficar á minha frente, me deixando amolecer ou fraquejar.
Pq sempre as pessoas ferem, ferem demais.
Mas cada vez q fico indiferente, confesso q meu coração dói demais.
Mas pelo menos q ele está protegido!
Quero meu eu passado...
domingo, 5 de junho de 2011
Amar é masoquismo
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O Mal estar da civilização
Freud divide opiniões, uns dizem que ele foi um cara genial, outros dizem que ele não passou de um velho tarado, talvez ele possa até ser um velho tarado, mas pelo menos é um tarado excepcional, engenhoso e muito inteligente. Atire a primeira pedra quem não vê descrito em qualquer uma das ideias ou teorias de Freud (se existir esse alguém por favor entre em contato comigo, e eu farei questão de analisar o seu caso). Freud provoca incômodo até na pessoa mais equilibrada do mundo , pois cutuca nossos egos, crenças e convicções, trazendo à tona até os desejos mais obscuros do nosso ser.sexta-feira, 1 de abril de 2011
Aniquilando os instintos
Freud já dizia que nós podemos aniquilar os nossos instintos
Pois ele tava certo, eu aniquilei alguns meus
Nunca me permiti sentir muitas coisas
Inveja, raiva, culpa, amor ou saudade
Não sei o porquê e nem pra quê (sei que minto pra mim mesma ao falar isso)
Mas sinceramente os motivos, neste momento, são o que menos interessam.
Sempre aprendi pelas experiências dos outros
O que relativamente é mais fácil, pois consigo tirar lições de coisas que eu não sofri e muito menos vivi.
(esse é o problema “eu nunca vivi”)
E isso depois de um tempo, faz uma enorme diferença.
O meu único conselho pra mim mesma é: _ Vai estúpida, corre atrás do que queres!
Mas esse é o problema “o que eu quero? isso vale a pena?”
E concluo: Não, não vale a pena me arriscar.
E enquanto isso vou aniquilando os meus instintos
Sacrifico um pouco de felicidade, para obter o menor sofrimento possível
E desse confronto de mim comigo mesma, só o que me sobra é a indiferença.
Indiferença
Desabafos (saudade )
domingo, 6 de março de 2011
Jogando a poeira no ventilador I: ProUni

Estou começando a postar sobre os programas do governo que ajudam a manter o sistema com a desculpa de "beneficiar a população", o meu alvo de hoje é o ProUni.
Mas não serei hipócrita, sei que muitas pessoas (até quem não precisa) são beneficiadas pelo ProUni, mas o caso curioso dele é que o dinheiro que o governo investe em UMA bolsa do desse programa, daria pra abrir mais TRÊS VAGAS para vestibulandos nas universidades públicas.
É óbvio que não é interessante investir nas Universidades Públicas, isso seria sucatear o sistema privado e começar a derrocada do capitalismo, então o governo faz isso, arruma "meios de desviar verba do público para o privado."
Eu ñ sou contra o capitalismo, sem dúvida esse sistema foi o que mais "se ajustou" as necessidades da minoria humana e como eu ainda estou nessa minoria não posso reclamar, mas o q me p. da vida são os mecanismos sujos que o mantêm. E a cada momento que descubro essa podridão, me sinto lesada, pior ainda, é depois lembrar que o resto da população continua sendo lesada como eu, enquanto todos os anos a maioria dos estudantes de todo o país enfrentam um ano infernal, para compor a parcela dos 10% de discentes de uma Universidade pública.
sábado, 5 de março de 2011
Partes interessantes do livro " A cura de Schopenhauer"
" Em primeiro lugar, o homem nunca é feliz, porém passa a vida lutando por algo, pensando que vai fazê-lo feliz, não consegue, e quando consegue, se desaponta: é um náufrago e chega ao ponto sem mastros e sem cordames. Portanto ñ se trata de ser feliz ou infeliz, pois a vida não é senão o momento presente, que está sempre sumindo e, finalmente, se acaba."
Uma verdadeira comédia crítica
(Tragédia em um ato)
Luis Fernando Verissimo
O velório da Dona Saúde. Ela está estendida sobre uma mesa, que faz a vez de caixão. A única outra peça de cenário é um banco de praça, ou cadeiras imitando um banco de praça. O marido da Dona Saúde está ao lado do “caixão”. Chega uma mulher e abraça o marido
1ª Mulher: - Que desgraça. Que tristeza. Pobre da dona Saúde.
Marido: - E pobre de mim, que fico sem Saúde.
A 1ª mulher vai espiar a morta. Entra outra mulher e também abraça o marido.
2ª Mulher: - Que tragédia. Que pena. A Saúde, quem diria...
Marido: – Pois é. O que fazer? Foi uma fatalidade.
A 2ª mulher vai espiar a morta. Entra um homem e também abraça o marido.
1° Homem: - Meus pêsames. Que choque. Perder a Saúde assim...
Marido: - Obrigado. Eu sei. Preciso me consolar.
O 1º homem vai espiar a morta. Entra outro homem e também abraça o marido, antes de ir espiar a morta.
2° Homem: - Meus sentimentos. Que horror. E logo a Saúde, que parecia tão...saudável.
Marido: - Nem tanto, nem tanto. Há anos ela não vinha bem. E culminou com a topada.
1ª Mulher: - Ela morreu de topada?!
Marido: - Bem, a topada foi só o começo. Ela morreu por falta de atendimento médico.
1ª Mulher: - Hmmm...
2ª Mulher: - A velha história...
1° Homem: - Ó Brasil, ó Brasil...
2º Homem: - Mas conte como foi.
Marido: - Bem, foi assim. Nós estávamos passeando na pracinha e...(ELE OLHA EM VOLTA, PROCURANDO ALGUMA MANEIRA DE RECRIAR A CENA, E ACABA DIRIGINDO-SE À MORTA) Meu bem, levanta um pouquinho e me ajude a mostrar como foi.
A morta se levanta e eles simulam uma caminhada na pracinha, de braços dados. De repente ela dá uma topada numa pedra invisível.
Saúde: - Ui. Ai.
Marido: - É “ui” ou “ai”?
Saúde: - Qual é a diferença? Doeu.
Marido: - “Ai” é mais que “ui”. É dor de “ai” ou dor de “ui”?
Saúde: - De “ai”, de “ai”. Acho que quebrei o dedinho.
Marido: - Isso só um profissional pode dizer. Sente aqui no banco que eu vou chamar um...
Um homem está passando pelo local (pode ser um dos homens já em cena, fazendo outro papel)
3º Homem: - Precisam de ajuda? Eu posso dizer se o dedinho quebrou ou não.
Marido: - Você é um profissional?.
3º Homem: - Sou, de educação física.
Marido: - Afaste-se da minha mulher.
3º Homem: - Mas eu conheço o corpo humano. Posso...
Marido: - Não ponha um dedo nesse dedinho. Ela precisa de um médico.
Enquanto eles falam a Saúde se contorce no banco para examinar seu dedinho do pé e sente outra dor.
Saúde: - Ai. Ui!
Marido: - É “ai” ou é “ui”?
Saúde: - É “ai”. Acho que destronquei alguma coisa aqui atrás. Ai. Ai!
Marido: - Fique calma. Eu vou buscar ajuda.
Uma mulher está passando pelo local e se oferece
3ª Mulher: - Eu posso ajudar. Sou treinada para ajudar pessoas com...
Marido: - Suas credenciais, por favor. Registro médico.
3ª Mulher: - Não tenho. Faço terapia ocupacional.
Marido: - Afaste-se da minha mulher. Não toque em nada.
3ª Mulher: - Mas...
Marido: - Em nada, ou eu processo você por charlatanismo.
No banco, toda torta, a Saúde começa a chorar
Marido: - O que é isso, agora?
Saúde: - É choro. Eu estou nervosa.
Marido: - Você precisa de atendimento psiquiátrico.
4º homem está passando e se oferece.
4º Homem: - Pode deixar comigo. Eu vou acalmá-la
Marido: - Credenciais
4º Homem: - Como, credenciais? Eu sou psicólogo. Posso ajudar.
Marido: - Não chegue perto da cabeça da minha mulher! (LEVANTANDO A MULHER POR UM BRAÇO) Venha, querida. Vamos para um hospital. Você precisa de atendimento profissional. Esta pracinha está cheia de amadores. Uma ameaça à saúde pública.
Mas a Saúde, com o dedinho machucado e toda torta, não consegue dar dois passos e cai.
Saúde: - Ui, ui, ui. Ai ai, ai.
Marido: - É “ui, ui, ui” ou é “ai, ai, ai”?
Saúde: - É ai, ai, ai, ai, ai! Acho que quebrei outra coisa.
4ª mulher está passando e se oferece.
4ª Mulher: - Deixe-me ajudar.
Marido: - Registro médico.
4ª Mulher: - Eu sou fisioterapeuta. Posso...
Marido: - Pode nada. Não toque na minha mulher. Não chegue perto de um osso. (NOTA QUE A SAÚDE ESTÁ QUIETA) Saúde. Saúde! O que está havendo com você?
Saúde (mal podendo produzir o som): - Iamm...Iomm...
Marido: - É “iam” ou é “iom?
Saúde (Desfalecendo): - Brrrm...
Marido: - “Brrrm” em que sentido?
Entrou a 5ª mulher, que esteve assistindo esta cena.
5ª Mulher: - Ela perdeu os sentidos. Pode ser o coração.
Marido: - Como você sabe? Você é médica?
5ª Mulher: - Não, sou enfermeira, e sei o que fazer nestes casos.
Marido: - Não se aproxime da minha mulher. Ninguém se aproxime. Vou levá-la para um hospital.
Entrou 5º homem.
5º Homem: - Eu ajudo. Podemos levá-la no meu carro.
Marido: - Você está dirigindo uma ambulância?
5º Homem: - Ambulância? Não. Estou dirigindo o meu carro. Está estacionado ali e...
Marido: - Carteira de motorista.
Todos (em Uníssono): - O que?!
Dona Saúde levanta-se do chão e caminha, resignadamente, para o “caixão”, onde deita-se de novo. Todos cercam o caixão.
Marido: - E foi assim que a Saúde morreu de uma simples topada, e falta de atendimento médico. Coitadinha da Saúde.
Todos (em Uníssono): – Coitadinha...
1ª Mulher: – Ó Brasil, ó Brasil...