quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Mal estar da civilização

Freud divide opiniões, uns dizem que ele foi um cara genial, outros dizem que ele não passou de um velho tarado, talvez ele possa até ser um velho tarado, mas pelo menos é um tarado excepcional, engenhoso e muito inteligente. Atire a primeira pedra quem não vê descrito em qualquer uma das ideias ou teorias de Freud (se existir esse alguém por favor entre em contato comigo, e eu farei questão de analisar o seu caso). Freud provoca incômodo até na pessoa mais equilibrada do mundo , pois cutuca nossos egos, crenças e convicções, trazendo à tona até os desejos mais obscuros do nosso ser.
No livro "O mal estar da civilização" Freud parte do seguinte pressuposto: Somos movidos pelo prazer, entretanto o Universo conspira para que não consigamos alcançá-lo. Essa busca pode ser comparada com a relação que temos com a nossa própria sombra, nós sempre a teremos ao nosso lado, mas nunca a tocaremos, só nos limitamos a vê-la, e isso quando houver a presença de luz para que ela se projete.
O sofrimento nos ameaça a partir de três direções, primeira: o nosso próprio corpo, condenado a decadência e ao envelhecimento, segunda: a natureza, a qualquer momento pode nos destruir e por último: os nossos relacionamentos interpessoais, sendo este último, para mim, o pior e o mais doloroso tipo de sofrimento (não explicarei o porquê prefiro que você leitor(a) deduza-o, se não quiser siga em frente)
Mas com tanto sofrimento ao nosso redor eu lhe faço a seguinte pergunta: Seria melhor evitar o sofrimento ou perseguir eternamente a felicidade? E se você leitor pensa que correndo atrás da felicidade se está evitando o sofrimento, você está muito enganado, na verdade ocorre o processo contrário, quando se vai atrás da felicidade, seja ela qual for, acaba-se fazendo um pacto eterno com o sofrimento( pessimista não? mas aceite, é a vida). Mas é óbvio que não existe só sofrimento, pois quando surge uma faísca de felicidade, ela é tão intensa que todo sofrimento acaba valendo a pena.
E quando opta-se por evitar o sofrimento (meu caso) coloca-se o prazer em segundo plano, (mas isso de forma nenhuma quer dizer que não o buscamos) na verdade abdicamos parte da nossa felicidade em troca de proteção contra o sofrimento, logo não sofremos por que não nos arriscamos e não somos plenamente felizes pois não aprendemos a brigar por ela, ficando assim nas mãos do acaso. O sofrimento pode ser diminuído ou retardado de três formas: através das drogas, pelos nossos delírios e a aniquilação dos nosso instintos.
Acredito que a primeira eu nem preciso explicar, a segunda seria um deslocamento dos nosso instintos, por exemplo, as anoréxicas (elas param de comer, ou seja, suprimem um instinto, em nome da magreza) as freiras e os padres (os que não são pedófilos, por mais difícil que pareça, eles existem) os atletas (que enfrenta o cansaço, a sede, chegando ao limite do desgaste físico em nome do corpo perfeito e do melhor condicionamento atlético) e outros casos.
E por fim o modo de evitar o sofrimento mais conhecido por mim (Por mais que eu também seja craque também em aniquilar os meus instintos) são os delírios, na verdade a palavra delírio pelo menos nesse texto, tem como sentido: criação de um mundo próprio, imaginário, fuga da realidade e o isolamento em si mesmo, essa criação desse mundo próprio é um dos princípios da loucura, a pessoa cria a sua realidade totalmente desconexa do mundo real e tenta estendê-la aos outros, sendo que o outro não partilha dessa realidade aí temos um conflito de idéias (prometo dar mais detalhe sobre esse assunto no próximo post).
Freud considera a religião como principal exemplo de delírio, mas ela é peculiar pelo fato de: milhões de pessoas compartilharem dessa loucura, logo quem compartilha desse delírio não consegue enxergá-lo como tal. Alguns livros também são considerados como delírios, pois você se refugia em um mundo totalmente distante do seu e dependendo da frequência com que faz isso, você pode acabar se prendendo a este doce delírio, mas pelo menos esse mundo como na religião também é seu e do autor do livro e de mais outros milhões de pessoas (dependendo do livro, é claro!).
Essa é a nossa sina, o mal estar da civilização no fim é a própria civilização, essa brincadeira que ela nos prega, acaba nos forçando viver renunciando a felicidade em troca do mínimo sofrimento possível, ou caso contrário nos acostumar-mos ao sofrimento quase que constante com algumas altas e delirantes doses de felicidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aniquilando os instintos

Freud já dizia que nós podemos aniquilar os nossos instintos

Pois ele tava certo, eu aniquilei alguns meus

Nunca me permiti sentir muitas coisas

Inveja, raiva, culpa, amor ou saudade

Não sei o porquê e nem pra quê (sei que minto pra mim mesma ao falar isso)

Mas sinceramente os motivos, neste momento, são o que menos interessam.

Sempre aprendi pelas experiências dos outros

O que relativamente é mais fácil, pois consigo tirar lições de coisas que eu não sofri e muito menos vivi.

(esse é o problema “eu nunca vivi”)

E isso depois de um tempo, faz uma enorme diferença.

O meu único conselho pra mim mesma é: _ Vai estúpida, corre atrás do que queres!

Mas esse é o problema “o que eu quero? isso vale a pena?”

E concluo: Não, não vale a pena me arriscar.

E enquanto isso vou aniquilando os meus instintos

Sacrifico um pouco de felicidade, para obter o menor sofrimento possível

E desse confronto de mim comigo mesma, só o que me sobra é a indiferença.

Indiferença

Minha tendencia é essa, voltar a ser aquela pessoa, indiferente, distante, talvez seja melhor assim, voltar ao meu antigo eu. Por mais que eu abra mão de mta coisa, pelo menos sofro menos. Sei que sofrer faz parte da vida, mas se eu puder evitá-lo eu o farei, pois sou frágil demais a sofrimentos, e principalmente a abandonos, então tenho que ser fria, por mais que isso soe egoísta (e é egoísta) é o melhor pra mim.

Desabafos (saudade )

Eu sei q ñ sou uma santa, e nem uma boa filha, mas sinto falta daquela pessoa que me colocava na linha, cuidava de mim e me protegia. Me sinto perdida, sinto falta dele (ñ interessa o nome) mas eu sinceramente ñ queria sentir, por mais q eu saiba o que nos separou, eu ainda ñ sei o q nos une (além dos laços sanguíneos, mas pra mim isso ñ é o suficiente). Sempre me virei sozinha, sempre fui independente, talvez tenha me tornado assim pra compensar a falta que ele me faz, ou pra mostrar a todos (principalmente ele) que eu ñ preciso de ninguém, mas hj percebi q sinto sua falta, embora eu ñ queira assumir isso, e luto contra esse vazio q tenho no peito, e enquanto travo esta batalha com este amargo sentimento, os dias passam e a distância aumenta cada vez mais.